BEM VINDOS...

...ao blogue da Biblioteca Escolar da escola sede do Agrupamento de Escolas Navegador Rodrigues Soromenho

30 abril 2014

Prémio Hans Christian Andersen 2014


O ilustrador brasileiro Roger Mello e a escritora japonesa Nahoko Uehashi venceram o prémio Hans Christian Andersen, atribuído pelo Conselho Internacional sobre Literatura para os Jovens (IBBY) a autores de literatura para a infância e juventude, foi esta segunda-feira anunciado.
O prémio Hans Christian Andersen, de carácter bienal e que adopta o nome do escritor dinamarquês, é considerado o Nobel da literatura infantil e juvenil e foi atribuído pela primeira vez em 1956.
Os vencedores, um na ilustração e outro na escrita, foram anunciados na Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, que começou esta segunda-feira em Itália.
Roger Mello, que já tinha estado entre os finalistas em 2010, tem 49 anos e 25 anos de carreira na literatura, tendo ilustrado cerca de uma centena de obras para os mais novos.
A ilustração de Roger Mello, inédita em Portugal, explora a história e a cultura do Brasil, demonstra a admiração pelos costumes, é inovadora e inclusiva e dá às crianças a oportunidade de entrar nas histórias pela sua própria imaginação, sustentou o júri do prémio.
A escritora japonesa Nahoko Uehashi, de 52 anos, cuja obra também é inédita em Portugal, é conhecida pela colecção juvenil Moribito Series.
Os universos ficcionais criados por Nahoko Uehashi inspiram-se na cultura japonesa e as histórias falam de honra, destino e sacrifício, combinando uma dimensão moral e espiritual, afirmou o júri.
Os premiados receberão a distinção em Setembro, no congresso internacional do IBBY, no México.
Para a edição de 2014 no prémio Hans Christian Andersen, foram seleccionados o escritor António Torrado e a ilustradora Teresa Lima, mas não chegaram à lista de finalistas.
Considerado um prémio de carreira para autores e ilustradores, o Hans Christian Andersen já foi atribuído, por exemplo, a Astrid Lindgren (1958), Gianni Rodari (1970), Maurice Sendak (1970), David Almond (2010), Lisbeth Zwerger (1990), Tommi Ungerer (1998) e Anthony Browne (2000), todos com obra publicada em Portugal.
Em 2012, os vencedores foram a escritora argentina Maria Teresa Andruetto e o ilustrador checo Peter Sís.

Os premiados são seleccionados por um júri internacional, a partir de um conjunto de candidatos nomeados pelas secções nacionais do IBBY de cada país-membro.
Notícia do Público 

28 abril 2014

Será?

José Eduardo Agualusa diz que os livros se reproduzem


"Cinco livros não, dez livros não, mas se tiver mil livros, eles começam a reproduzir-se. Toda a gente sabe disto, toda a gente que tem muitos livros sabe que os livros se reproduzem sozinhos a partir de um certo volume. Isto tem graça. De vez em quando estou aqui, vou à procura de um outro livro qualquer e encontro um livro que não sabia que tinha, porque provavelmente não o tinha; eles reproduzem-se e dão origem a outros livros, livros novos. Então, se uma biblioteca de cinco mil for deixada sozinha, daqui a dez anos já tem trinta mil. Eles reproduzem-se..."


24 abril 2014

23 Abril - Dia Mundial do Livro


Lupa Design

Dia 23 de Abril é o dia de São Jorge. Neste dia comemora-se, desde 1996, o dia mundial do livro por decisão da UNESCO. Este dia foi escolhido, pois era tradição os homens oferecerem uma rosa às mulheres e em troca receberem um livro. 
Com esta data também se homenageiam alguns escritores desaparecidos nesta data, tal como Cervantes e Shakespeare.

800 Anos da Língua Portuguesa

Este ano comemoram-se os 800 anos da língua portuguesa. Esta celebração deve-se aos primeiros documentos escritos em português: Notícia de Fiadores (1175), Testamento de D. Afonso II (1214) e outros documentos da época.
Nos links abaixo podemos ver as imagens desses documentos.

http://digitarq.arquivos.pt/details?id=4380613 Notícia de Fiadores

http://digitarq.arquivos.pt/details?id=1437285 Testamento

10 abril 2014

A internet

Benefícios e desafios da cibercultura
"A cibercultura é uma realidade que rapidamente altera costumes e estilos de vida do mundo contemporâneo, especialmente no que diz respeito à educação dos jovens. Sair de casa com um caderno para consultar alguns livros na biblioteca pública é uma atividade praticamente pré-histórica, pois a informação nunca foi tão facilmente encontrada como ocorre através dos sites na Web. 
A grande maioria dos adolescentes cresce como um mouse em uma das mãos, um controle remoto na outra e um monitor à sua frente. Bill Gates, o fundador da Microsoft, frequentemente se refere à nova geração como "Geração E", fazendo uma referência ao impacto eletrônico sobre esta geração. Os adolescentes estão sempre "conectados" e ativos no mundo online. Para eles a internet é uma fonte primária de informações. Além do mais, através de e-mails, programas de mensagem instantânea como o MSN Messenger e o Skype, os alunos podem compartilhar informações, questões e trabalhos escolares com uma velocidade sem precedentes na história da educação.
Qualquer professor que queira se manter atualizado e que verdadeiramente procure se comunicar com os seus alunos não poderá limitar-se ao espaço da sala de aula, mas terá que se colocar disponível através do mundo virtual. Várias escolas já adotaram equipamentos digitais e interativos para dinamizar a transmissão de conhecimento.

A internet também instalou o fenômeno blog entre os seus usuários. O espaço virtual é agora um condomínio de milhares de blogs (uma versão popular de web-logs, ou seja, publicações diárias na Web) para diferentes usuários. Ao contrário do que muitos pensam, os blogs não são apenas brincadeiras de adolescentes, mas espaços seriamente ocupados por empresários, jornalistas, doutores,  acadêmicos e religiosos que querem "deixar sua mensagem". Há blogs pessoais, profissionais, culturais, educacionais, fotoblogs e outros. 



De acordo com um estudioso nesta área, aqueles que querem liderar ou influenciar a cultura deveriam aprender a se beneficiar deste poderoso instrumento de comunicação.Alguns desses blogs se tornam tão populares que acabam sendo publicados como livros para instruir o pequeno universo que não tem o costume de navegar pela internet, à procura dos mesmos. E como todos gostam de saber algumas “coisinhas sobre os outros” o voyerismo torna-se um fenômeno crescente. 

A princípio, a cibercultura oferece várias vantagens e benefícios aos usuários e isso justifica a sua popularidade. Alguns dos exemplos acima podem ser utilizados para desenvolver as interações sociais, motivar a leitura e a escrita, bem como abrir possibilidades comerciais para um universo que estava oculto. Todavia, como toda subcultura é essencialmente imprevisível, o universo cibernético também oferece alguns desafios e até perigos. Por exemplo, a julgar pela forma como os jovens abreviam palavras e inventam novos termos para facilitar a digitalização, qualquer professor diria que a geração eletrônica banaliza e mutila a gramática de qualquer idioma, embora existam opiniões de especialistas que contrariam essa previsão. Alguns estudiosos também indicam que muitos adolescentes que não apresentam  dificuldades de se comunicar no mundo virtual não conseguem dialogar com seus pais nem com os amigos no mundo real. Dessa forma, o universo da cibercultura requer uma avaliação mais atenciosa."


Referências: Benefícios e Desafios da Cibercultura, por Valdeci da Silva Santos. Disponível em: <http://www.igrejasuica.com.br/estudos/cibercultura.pdf>


"Navegar com Segurança"  alerta para  os perigos da Internet

O livro “Navegar com Segurança”, coordenado por Rosário Carmona e Costa (psicóloga clínica) e Carlos Nunes Filipe (psiquiatra e professor na Universidade Nova de Lisboa) ensina pais e educadores a proteger as crianças dos perigos/riscos da internet e alerta para algumas particularidades das  atividades desenvolvidas online.
O objetivo do livro é ajudar os pais e educadores a conhecerem melhor o mundo da internet, para garantirem que as crianças não correm riscos e navegam de forma segura e prevenida.

Livro livre



Este é um livro que pretende comemorar os 40 anos do 25 de abril. De acordo com o espírito deste momento histórico, apela à liberdade e pretende que o leitor seja co-autor do livro através da realização de atividades criativas. Partindo de uma série de ilustrações, da autoria de Danuta  Woicjchowska e Ana Paz,  breves enquadramentos históricos, de Francisco Bairrão Ruivo, incentiva o leitor a resgatar as memórias de quem viveu o 25 de abril, a registá-las e, ao mesmo tempo, a refletir sobre o significado deste acontecimento da história  de Portugal.

D. Dinis, um poeta de qualidade

por João Aguiar (artigo originalmente publicado na revista Super Interessante nº 102 e republicado na mesma revista nº 192)

Chamam-lhe "O Lavrador", mas o cognome é pobre para caracterizar este monarca excecional como governante, diplomata e homem de cultura.


Foi o sexto rei de Portugal. Nasceu em 1261 e subiu ao trono com 18 anos - porém, segundo consta, as suas grandes qualidades começaram a revelar-se bem mais cedo. De facto, durante a infância de D. Dinis, havia uma pendência entre Portugal e Castela relativa ao Algarve: a posse efetiva deste reino estava nas mãos do nosso D. Afonso III, mas Castela reclamava a posse de jure invocando uma doação feita anteriormente pelo rei mouro de Niebla ao herdeiro do trono castelhano. Não há um conhecimento exato dos factos históricos; o que se sabe é que quando D. Dinis tinha 12 anos, atravessou a fronteira para ser armado cavaleiro pelo seu avô materno, Afonso X de Leão e Castela; e sabe-se também que, pouco depois, Afonso X - contra a vontade, aliás, da nobreza castelhana - concedeu ou reconheceu ao seu neto português a posse de jure do Algarve. A interpretação de alguns historiadores é que D. Afonso III terá lançado a ideia de que o seu primogénito deveria ser armado cavaleiro pelo rei de Castela e depois terá dito ao muito jovem D. Dinis o equivalente a isto: "Meu filho, quando estiveres com o avô, dá-lhe muitos beijinhos e pede-lhe o Algarve!" O que, a ser verdade, situa a primeira ação diplomática de D. Dinis na tenra idade dos 12 anos...
Aqueles dois Afonsos a que D. Dinis estava ligado - o pai, Afonso III de Portugal, e o avô, Afonso X de Castela - terão certamente contribuído para que o jovem se tornasse um dos monarcas europeus mais cultos do seu tempo. D.Afonso III vivera na corte de França e a poesia provençal era-lhe familiar; quanto a Afonso X, o Sábio, tornou-se famoso, justamente, pela sua cultura e foi um excelente poeta, não só em castelhano como em português (provam-no as Cantigas de Santa Maria). D. Dinis recebeu, pois, estas e outras influências; mas, para além da sua própria obra literária, sobressai a sua ação como governante, ao mandar fazer traduções de várias obras importantes, ao determinar que os processos e atos judiciais passassem a ser redigidos em português e não já em latim, ao proteger os colégios fundados em Lisboa pelo seu precetor Domingos Anes Jardo e, enfim, ao criar a universidade.


Tudo quanto quis...
Segundo um velho dito popular, "El-Rei D. Dinis / Fez tudo quanto quis". Não terá sido exatamente assim, claro, mas é verdade que ele conseguiu, com muito esforço, muita habilidade e muita diplomacia, pôr em prática numerosas leis e disposições dos seus antecessores que, até então, não tinham sido aplicadas. E isto, muito particularmente, no que se refere às questões que opunham a coroa ao alto clero, em cujas mãos se encontrava - em muitos casos, de modo ilegítimo e fraudulento - a propriedade de uma substancial parte do reino. À conta desse conflito, por várias vezes os reis de Portugal haviam sido excomungados. D. Dinis, usando de um sábio misto de firmeza, diplomacia, teimosia e paciência, conseguiu resolver essas questões e para tal logrou mesmo, a certa altura, conquistar o apoio do poderoso arcebispo de Braga e do bispo de Coimbra.
Ao mesmo tempo, o soberano reorganizava as leis e, enquanto ia resolvendo os assuntos com o clero, resolvia também os abusos de muitos nobres; para tal, mandou fazer inquirições, que deviam apurar sobre a validade e a legalidade de padroados, "honras" e outros direitos de que gozavam os ricos-homens, cavaleiros e clérigos. Quanto à agricultura, a sua obra foi, de facto, vastíssima (tem certa justificação o cognome de "Lavrador"...), porque ela traduz-se numa verdadeira e profunda reforma agrária que não só visou o melhor aproveitamento das terras aráveis como - o que é notável - denotou uma preocupação de justiça social, e isto, muito especialmente, no Alentejo (...).
A atenção do rei não se fixou somente na agricultura. Cuidou da circulação dos produtos, protegendo e incentivando as feiras, ocupou-se da exploração mineira e tratou de fomentar a atividade marítima, desenvolvendo a marinha. a verdade é que não houve praticamente um setor de atividades em que D. Dinis não interviesse - e, regra geral, acertadamente. Também se lhe deve a criação da Ordem Militar de Cristo, para a qual transitaram os bens e os cavaleiros da Ordem do Templo; Portugal foi um dos poucos países europeus onde os templários não foram, de todo, perseguidos.

Prestígio internacional
Seria agradável poder dizer que, com tantas qualidades e um reinado longo (46 anos), D. Dinis teve uma vida pacífica e tranquila, mas não foi assim: por várias vezes enfrentou a guerra civil: primeiro conta um irmão seu que lhe disputava o trono e, mais tarde, contra o seu próprio herdeiro, o futuro D. Afonso IV. D. Dinis, mostrando embora um grande respeito pela esposa [D. Isabel, filha de D. Pedro III de Aragão], foi bastante dado à infidelidade conjugal, coisa corrente entre os reis da época, e teve, por essa via, vários filhos (...).
No entanto, estas desavenças internar não minaram o prestígio internacional de D. Dinis: prestígio como poeta e homem de letras, mas também como político e diplomata. Tanto assim que foi chamado a servir de árbitro nos conflitos internos de Castela e também numa questão que opunha os reinos de Castela e Aragão, o que prova ter ele sido o soberano mais respeitado em toda a península, na sua época.
Enfim, um verdadeiro super-português...


A melhor poesia
Após a morte de D. Dinis, um jogral leonês escreveu um poema em que dizia: "Os namorados que trovam de amor/ todos deviam grão dó [luto] fazer / e não tomar em si nenhum prazer /porque perderam tão bom senhor / como é el-rei D. Dinis de Portugal". O lamento é compreensível, quando se tem em conta o nível cultural da corte portuguesa naquele tempo, a proteção do rei aos trovadores e jograis - e, acima de tudo, a qualidade da sua poesia. Uma qualidade que ainda hoje podemos apreciar, pois nem o tempo nem as diferenças do português antigo chegam para lhe tirar o brilho. E isto não se refere apenas ao célebre poema "Ai flores do verde pinho", mas a muitos outros, tanto cantigas de amigo como cantigas de amor como, até, cantigas de escárnio. Independentemente dos seus méritos como governante, D. Dinis conserva um lugar importante na literatura portuguesa.


Cães ajudam crianças na leitura

Dois cães do projeto "Ler Cãofiante" ajudam as crianças de uma escola básica de Silves a desenvolver estímulos que as ajudam a ficar mais concentradas e a cooperarem melhor com os outros.
Este é um projeto muito interessante.
Podem ver a reportagem aqui.
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=727113&tm=8&layout=122&visual=61

02 abril 2014

Dia Internacional do Livro Infantil

Hoje comemora-se mais um dia em que o livro infantil é homenageado.
Este ano o cartaz comemorativo foi elaborado por Ana Biscaia, uma ilustradora de livros infantis. A elaboração de um cartaz internacional esteve a cargo da Irlanda.Poderão apreciar ambos aqui.